quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
Mais uma vez......
Como eu falei antes, tudo tem sido rápido demais e muitas incertezas se instalam no coração. Mas vamos lá, que seja o que tiver que ser!!!!
sexta-feira, 28 de junho de 2013
O TEMPO ESTÁ PASSANDO...
A vida está passando tão rápida, mas tão rápida, que não se nota. É um dormir, acordar, trabalhar, curtir, instruir, que não se tem a dimensão exata do que está passando, tipo parece que o Natal foi ontem!!!!!
Hoje pela manhã, quando fui tomar o comprimido diário de um remédio que preciso tomar "para sempre", me dei conta de que a cartela tinha terminado e fiquei ali, com cara de besta-mal-acordada, pensando exatamente isso, que ligeiroooooo.....
Eu separo minha vida por turnos, a agenda já é em turnos, mas nem isso acalma.... fecho os turnos e me jogo no que tem pra fazer, sem questionar.... tem que fazer, oras, tem que fazer....
Por que resolvi postar novamente???? Olha o tempo decorrido entre a última postagem e essa aqui... Quase um ano....hehehehhe.....
Quanta coisa aconteceu!!!! Quanta coisa está acontecendo!!!! Quanta coisa vai acontecer!!!!
Ainda bem que o pique está presente, imaginem eu acomodada? Nananinanão, ainda não.
Só não precisava ser tudo tãããããão rápido.
Até as postagens estão diferentes, estou tendo que reaprender a postar. Tudo anda rápido, mas nesse bonde eu embarquei de novo!!!
domingo, 2 de setembro de 2012
ideiando muuuuuuito....
Esqueci de ser feliz...
olhando para os benefícios financeiros que adviriam de uma venda.... esqueci de ser feliz!!! Enclausurada no futuro, esqueci do hoje, do presente... Preocupada com minha filha e seu futuro, momentaneamente esqueci dos pequenos valores da vida, que sustentam a minha vida.
Esqueci dos valores mais simples como um final de tarde à beira do Guaíba, dos momentos de pensar sentada no meu matinho antigo, dos cheiros da terra daqui de Ipanema, do barulho das ondas do rio, dos pássaros que habitam as árvores do meu espaço, esqueci até do pio irritante de uma coruja insistente, que mora na bela mangueira ao lado da minha janela do quarto, bem como do coaxar dos sapos que habitam ao redor da piscina e que fazem festa nos dias de chuva.
Bobagens? Não... não são bobagens....são vida, são sustento emocional, são as alegrias que temos todos os dias, são aquele sorriso imperceptível que damos vendo coisinhas do cotidiano, como hoje quando vi meu gato José tomando água diretamente da piscina, apoiado na escada... ou quando vi o bem-te-vi comendo a ração do gato José...
Achei que tiraria de letra a mudança que eu imaginara ser fácil. Também erroneamente achei que as lembranças se apagariam com mais facilidade se eu trocasse de lugar para viver...
Pois é, depois de me instalar na casinha escolhida, aos poucos fui me encolhendo, o sorriso foi ficando menos fácil, as emoções escondidas de mim mesma começaram a ficar à mostra, pois eu não percebia nada, mas minhas amigas sim. Amigas e companheiras da estrada de vida... Depois de reclamarem da falta dos meus sorrisos, da minha tristeza aparente e estampada, comecei a me ver de outra forma, a questionar os valores que estava considerando. E precisei chorar... fui buscar uma das amigas pra falar da vida... ganhei um abraço e pedi permissão de colher pequenas florzinhas que estavam no seu gramado. Quando caminhei pelo gramado macio, tirei os sapatos e abri os braços, olhando pro céu. Suspirei profundamente e as lágrimas escorreram: entendi!!! Ali estavam escancaradas tantas azaléias floridas, no meu jardim elas não floresceram ainda, ali o gramado estava vivo, o meu estava opaco... entendi!!!! A falta é um sentimento mútuo... a saudade abrange todas as formas de vida...
Valeu a lição... estou voltando pro lugar onde fui feliz, mas com valores bem diferentes.
Ainda bem.
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Ideiando os tempos de Cronos...
Novamente postando, depois de tanto tempo...
A roda do tempo é inexorável, vai e vem numa precisão nem sempre de acordo com o que queremos. Nesse momento estou em cima de decisões especialmente difíceis, mas não impossíveis.
Estou tomando as rédeas da vida em minhas mãos novamente, até porque eu pensei que descansaria depois da mudança... Vamos lá, vem novidades pela frente.
Encontrei fora do meu mundo conhecido até então, um mundo muito estranho, cheio de complicações. Sinto falta do meu mato, da terra onde me criei, que na verdade é puro areião de Ipanema...hehehehe...., dos cheiros, do barulho do rio. Na real.... quero voltar pra lá, acampar na casa à venda e construir a casinha pequena que idealizo nos meus sonhos. Estou caminhando nessa direção, ser eu mesma novamente.
Torçam por mim.
terça-feira, 24 de abril de 2012
Vontades...
Final de mais um dia, na praia de Ipanema, P.Alegre, RS.
Engraçado como certas pessoas influenciam as nossas decisões de vida, mesmo sem querer. Aconteceu comigo no domingo...num passe de mágica, em meio a uma conversa que acabou se tornando séria, as considerações de um médico me fizeram dar uma paradinha no tempo e sinceramente pretender me comprometer mais comigo mesma.
Explico: sou muito relapsa com cuidados para comigo, relapsa tipo não me exercito, não caminho....(meu esporte preferido é um livro e uma rede), não acho nunca tempo para meditar, uso muito minhas pernas de borracha (pneus), não consigo me comprometer, pois sou daquelas criaturas que se disserem "sim, eu me comprometo", realizam o prometido nem que seja indo até o fim do mundo....então não falo quando não tenho certeza de que farei....
Mas cuido da alimentação, procuro alimentos saudáveis e sem agrotóxicos quando dá, poderia ser vegetariana pois a carne não faz diferença, enfim, estou gorda por relaxamento mesmo.
Depois do tal papo, comecei a trilhar por menos de meia hora, comecei a ver novamente as coisas com outros olhos, as belezas que eu tinha esquecido ultimamente... e a vontade de escrever voltou, de fotografar também...
Andei esquecida de mim mesma, andei longe de mim mesma, andei sozinha com minha sombra...
E agora, com minhas músicas, meus propósitos, meus amigos e uma vontade ainda meio débil de me exercitar, parece que voltei à vida... realmente o período que passei foi uma morte, um final de ciclo, um término benéfico... Ficou lá atrás o meu passado, que foi lindo, mas passou.
O esforço está valendo a pena.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
ideiando novidades...
Chalé da Praça XV - Porto Alegre/abril 2012
Já cansei de falar em mudança, de viver a mudança e de contar as peripécias da mudança. Só vou dizer uma coisa: ela está terminando essa semana, ou seja, 6 meses depois... Agora é que estou realmente entregando a casa grande para venda.
Foi meu maior desafio de vida, podem crer!!!
Mas quero retornar a escrever contando que fiz sem querer, de braço com meu irmão, uma incursão ao Centro Histórico de nossa cidade, na verdade desde a periferia onde tinhamos ido até o centro da cidade, uma maratona de quase uma hora de um extremo ao outro. A idéia era ir até uma ferragem em plena Voluntários e depois ir tomar um café no Chalé da Praça XV.
Quem mora aqui em PAlegre sabe que quando se fala em Voluntários se fala em povo, povo e povo... Quando se menciona a Praça XV a gente já
segura a bolsa e esconde o relógio... Mas tudo está muito cuidado, pelo que vimos.
Gente, o povo na Voluntários era assombroso, parecia um formigueiro... Num sábado à tarde??? Cruzes!!! Acabei comprando uma cortina blackout, que estava há meses por comprar e nunca dava jeito de ir até a loja, dessa vez passei em frente a uma filial. Nossa, no Centro tudo é mais barato, a gente faz as mesmas coisas por um precinho bem menor.
Bem, depois de passearmos entusiasmados pelas reformas do centro, fomos ao Chalé tomar o café. Quase não tinha mesa livre e o pessoal que lá estava não era o que esperávamos, era muito melhor... Turistas aos montes, pessoas bem vestidas almoçando (lascamos o olho na comida super bem servida e lindona), um chopp esperto que vimos sendo tirado, uma fila imensa no caixa para pagar...
Saímos prometendo a nós mesmos que vamos trazer as nossas filhas para almoçar lá e contar a história do redondo dos bondes, o antigo terminal, logo ali atrás, onde o mano e eu sempre íamos para pegar o Floresta e voltarmos pra casa...
O passeio terá que ser repetido e a sobremesa do tal dia que planejamos será no Mercado Público, lá no meio dele, o tal sorvete com frutas que eu não lembro do nome, famoso até hoje.
Mas também tem o Gambrinus para almoçar...o Café do Mercado para comprar, a banca do holandês para explorar...
Nossa, esse remembering foi demais, foi uma volta ao tempo de adolescentes com olhos maduros ....... mas nada mais é do jeito que era.
Assim como a minha mudança.
Já cansei de falar em mudança, de viver a mudança e de contar as peripécias da mudança. Só vou dizer uma coisa: ela está terminando essa semana, ou seja, 6 meses depois... Agora é que estou realmente entregando a casa grande para venda.
Foi meu maior desafio de vida, podem crer!!!
Mas quero retornar a escrever contando que fiz sem querer, de braço com meu irmão, uma incursão ao Centro Histórico de nossa cidade, na verdade desde a periferia onde tinhamos ido até o centro da cidade, uma maratona de quase uma hora de um extremo ao outro. A idéia era ir até uma ferragem em plena Voluntários e depois ir tomar um café no Chalé da Praça XV.
Quem mora aqui em PAlegre sabe que quando se fala em Voluntários se fala em povo, povo e povo... Quando se menciona a Praça XV a gente já
segura a bolsa e esconde o relógio... Mas tudo está muito cuidado, pelo que vimos.
Gente, o povo na Voluntários era assombroso, parecia um formigueiro... Num sábado à tarde??? Cruzes!!! Acabei comprando uma cortina blackout, que estava há meses por comprar e nunca dava jeito de ir até a loja, dessa vez passei em frente a uma filial. Nossa, no Centro tudo é mais barato, a gente faz as mesmas coisas por um precinho bem menor.
Bem, depois de passearmos entusiasmados pelas reformas do centro, fomos ao Chalé tomar o café. Quase não tinha mesa livre e o pessoal que lá estava não era o que esperávamos, era muito melhor... Turistas aos montes, pessoas bem vestidas almoçando (lascamos o olho na comida super bem servida e lindona), um chopp esperto que vimos sendo tirado, uma fila imensa no caixa para pagar...
Saímos prometendo a nós mesmos que vamos trazer as nossas filhas para almoçar lá e contar a história do redondo dos bondes, o antigo terminal, logo ali atrás, onde o mano e eu sempre íamos para pegar o Floresta e voltarmos pra casa...
O passeio terá que ser repetido e a sobremesa do tal dia que planejamos será no Mercado Público, lá no meio dele, o tal sorvete com frutas que eu não lembro do nome, famoso até hoje.
Mas também tem o Gambrinus para almoçar...o Café do Mercado para comprar, a banca do holandês para explorar...
Nossa, esse remembering foi demais, foi uma volta ao tempo de adolescentes com olhos maduros ....... mas nada mais é do jeito que era.
Assim como a minha mudança.
domingo, 29 de janeiro de 2012
Ideiando o dar e o receber...
Fim de tarde na praia de Ipanema, um belo bairro de Porto Alegre.
Estou mudando de casa há alguns meses. Sim.... há alguns meses...
Saí de uma casa muito grande e espaçosa, com um terreno imenso, piscina grande, salão de festas muito espaçoso, etc .etc... para uma casa em condomínio, pequena. Podem imaginar o trabalho?
Achei que tiraria de letra, mas não tem sido bem assim... Separar e dar o que me acompanha há um quarto de século não tem sido tarefa fácil, por isso eu falo que estou me mudando AINDA... Embora esteja efetivamente morando na casinha desde outubro, ainda estou retirando coisas e coisas e coisas da casa grande.
Desapegar-se das coisas que me acompanham há tanto tempo, numa casa onde tinha espaço para guardar tudo, esse é o motivo desse texto hoje... que nasceu da observação de escutar comentários a respeito.
O exercício de dar e o ato dos outros de receber... tem sido pra mim um motivo de observação constante, ou seja, como as pessoas recebem o que se quer dar de coração aberto.
Estou dando as minhas coisas, não são restos não, são as coisas com as quais eu convivi anos e anos e que agora preciso passar adiante, tendo em vista não caberem no novo lar.
Quando resolvi dar as coisas e não vender, eu pensei nos vários “R” que se aprende em ecologia, RECICLAR, REUTILIZAR, RENOVAR, REFAZER, enfim, tomei a decisão de não fazer nada novo, tinha o suficiente para montar nova casa sem comprar nada. Então passei a dar o que não poderia levar junto, mas dar para pessoas que estivessem precisando daquele objeto, daquele móvel, daquele abatjour. Isso está levando tempo e tem sido bem gratificante, pois tudo está indo para os lugares exatos, o que me deixa muito alegre. A cadeira que foi para quem precisava de uma nova pro seu computador, as enciclopédias para quem não tem como pesquisar no tio Google, as luminárias para quem tem quarto novo, a máquina de lavar, quarto com cama, tapete, cortina etc, para quem separou... geladeira para quem tem uma muito pequena...enfim, dei tudo que precisava e queria dar, para alegria de todos.
Mas será que as pessoas sempre receberam com alegria? Ou pensaram que era obrigação minha o ato de "dar" ??
Foi isso que eu escutei... alguém falou em restos, que eu estava dando meus restos... Fiquei perplexa com a falta de entendimento, com a falta de humildade em receber coisas dadas nas circunstâncias em que estavam sendo dadas...
Não chegou a doer na alma, pois larguei “lá pra cima”, eles lá em cima que resolvam, pois eu sei que o que vale nessa vida é a intenção... e a minha intenção honesta e clara foi a de dar para quem precisa.
Mas olhei com olhos de pesquisa para essas pessoas... que estranhas que são... ou sou eu que sou estranha por tentar ser útil e usar os mil RRR pensando mais ecológicamente?
Vai saber....
Estou mudando de casa há alguns meses. Sim.... há alguns meses...
Saí de uma casa muito grande e espaçosa, com um terreno imenso, piscina grande, salão de festas muito espaçoso, etc .etc... para uma casa em condomínio, pequena. Podem imaginar o trabalho?
Achei que tiraria de letra, mas não tem sido bem assim... Separar e dar o que me acompanha há um quarto de século não tem sido tarefa fácil, por isso eu falo que estou me mudando AINDA... Embora esteja efetivamente morando na casinha desde outubro, ainda estou retirando coisas e coisas e coisas da casa grande.
Desapegar-se das coisas que me acompanham há tanto tempo, numa casa onde tinha espaço para guardar tudo, esse é o motivo desse texto hoje... que nasceu da observação de escutar comentários a respeito.
O exercício de dar e o ato dos outros de receber... tem sido pra mim um motivo de observação constante, ou seja, como as pessoas recebem o que se quer dar de coração aberto.
Estou dando as minhas coisas, não são restos não, são as coisas com as quais eu convivi anos e anos e que agora preciso passar adiante, tendo em vista não caberem no novo lar.
Quando resolvi dar as coisas e não vender, eu pensei nos vários “R” que se aprende em ecologia, RECICLAR, REUTILIZAR, RENOVAR, REFAZER, enfim, tomei a decisão de não fazer nada novo, tinha o suficiente para montar nova casa sem comprar nada. Então passei a dar o que não poderia levar junto, mas dar para pessoas que estivessem precisando daquele objeto, daquele móvel, daquele abatjour. Isso está levando tempo e tem sido bem gratificante, pois tudo está indo para os lugares exatos, o que me deixa muito alegre. A cadeira que foi para quem precisava de uma nova pro seu computador, as enciclopédias para quem não tem como pesquisar no tio Google, as luminárias para quem tem quarto novo, a máquina de lavar, quarto com cama, tapete, cortina etc, para quem separou... geladeira para quem tem uma muito pequena...enfim, dei tudo que precisava e queria dar, para alegria de todos.
Mas será que as pessoas sempre receberam com alegria? Ou pensaram que era obrigação minha o ato de "dar" ??
Foi isso que eu escutei... alguém falou em restos, que eu estava dando meus restos... Fiquei perplexa com a falta de entendimento, com a falta de humildade em receber coisas dadas nas circunstâncias em que estavam sendo dadas...
Não chegou a doer na alma, pois larguei “lá pra cima”, eles lá em cima que resolvam, pois eu sei que o que vale nessa vida é a intenção... e a minha intenção honesta e clara foi a de dar para quem precisa.
Mas olhei com olhos de pesquisa para essas pessoas... que estranhas que são... ou sou eu que sou estranha por tentar ser útil e usar os mil RRR pensando mais ecológicamente?
Vai saber....
domingo, 13 de novembro de 2011
ideiando o início da mudança...
Saindo de casa as primeiras coisas....
Um quarto de século....parece tanto né? Foram 25 anos nessa casa, uma bela parte da minha vida, uma parte festeira, outra bastante problemática, por vezes muito doída, mas tudo deixou saudades.
Ver a casa que construímos ficar sozinha, sem nós e nem o principal, está sendo, ainda, o mais emocional de tudo. Parece que a casa tem alma, que chora a nossa ausência.
Continuo retirando coisas de lá, pois na casinha nova tudo é um quebra-cabeças, tem que encaixar direitinho, senão não cabe.
Voltando à saída da casa: os homens da transportadora estavam num entra-e-sai incansável e eu no comando, sem sentimentos e nem fricotes. Mas se parasse, desmoronava.
Agora, hoje, lembrando do dia, fico com um vazio na alma.
Profundo isso, mesmo com uma casinha querida sendo montada, minhas raízes estavam lá, fincadas por entre as areias grossas do meu jardim.
Sou a primeira que sai daquele pedaço de chão, nosso clã familiar mora lá desde que me conheço por gente, cada um no seu pedaço, mas todos juntos.
Eu quebrei essa tradição, ousei sair de lá, mudar minha maneira de viver.
Estou fechando um ciclo, aliás, acho que toda família está fechando um ciclo: eu fui embora de lá, um irmão está se separando, outro luta contra um câncer, minha mãe completou 87 anos em meio a essas mudanças, num corre-corre de ajuda a quem está precisando no momento.
Volto lá todos os dias, esse cordão de ligação ainda vai demorar para ser cortado.
Ou não.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
ideiando as novidades...
Partes da casinha
Em agosto achei a casinha que eu procurava, 1/3 menor que a minha casona. Iniciou-se um processo frenético de um ciclo de obras-logística-mudança, quando saí do ar e me aprofundei totalmente no assunto.
Sair de um espaço muito grande para um pequeno requer uma adaptação especial, mas eu estava certa do que estava fazendo.
Bem, a logística era o meu maior desafio, pois estava completamente sozinha nessa empreitada, minha filha estava em estágio, trabalha à tarde, faculdade à noite e uma normal rejeição pela idéia de deixar seu porto seguro e partir para uma vida nova.
Temos que entender.
Bem, depois de disponibilizar toda a mão-de-obra disponível no mercado aqui da zona sul (palavras de uma amiga que não conseguia contratar meus auxiliares...), fiz uma reforma na casa que durou 2 meses na parte grossa, que foi tirar janela, portas, mudar de lugar algumas coisas, lixar e passar synteko na sala, pintar a casa toda, essas coisas que ou faz... ou faz....
Dividi a mudança física em duas vezes, com uma logística que se aproximou do ideal, com pequenos problemas de percurso, ou melhor, de tamanho... Eu não tinha noção do tamanho dos meus móveis, sempre vivi em casa grande e estava indo para uma caixinha de fósforos, em comparação.
No primeiro dia da mudança eu estava emocionalmente instável, enquanto as lágrimas corriam, eu via tudo saindo do lugar, tudo mexido, tudo despencando.
Quando me dei por conta estava abaixada recolhendo pedaços e sobras da minha vida, uma foto perdida aqui embaixo de um móvel, um marcador de páginas esquecido atrás de outro móvel, coisas que em 25 anos foram se escondendo de mim aos poucos.
Vou contae essa grande modificação em partes, por hoje não dá mais tempo...
O meu marceneiro preferido (apelido dele) está lá embaixo terminando o armário da cozinha, o entregador de água está batendo a campainha, a empregada chamando, preciso ir.
Mas me sinto feliz, mesmo em meio às caixas espalhadas pela casa.
Me sinto quase livre de tanta coisa que armazenei ao longo dos anos.
Desapego, palavra que provoca emoções fortes.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
ideiando um agradecimento especial....
London, 2008
Recebi vários comentários nesses últimos dias, que me sensibilizaram.
Mais do que isso, me deram novamente o impulso que eu precisava para voltar a pensar no blog, na manifestação por escrito dos pensamentos que povoam a cachola e que, como contei certa vez, acabam se enrolando pior que rede de pesca...
Quando eu abro a possibilidade, nossa!!!!, os assuntos jorram em diversidade e preciso escrever de qualquer forma.
E esses comentários, vários mesmo, me deram o trampolim para os vôos que eu normalmente faço sozinha, trazendo para o papel as emoções.
Que essas rosas maravilhosas, das quais sinto o perfume até hoje, sejam um presente para todos vocês, mais ainda para essas pessoas que comentaram e que me fizeram sentir saudades incontroláveis desse blog.
Amanhã estarei me mudando, mudando de casa, de aconchego, de estilo de vida, de status, de forma de viver. Vou com alegria para um vôo solo, sendo que a mudança final, aquela em que levarei a minha caminha junto, vai ser no dia 31 de outubro.
Por enquanto eu deixo um abraço a todos, assim que a internet for reestabelecida, voltarei para comentar.
Será uma eternidade de dois dias....hehehehe...
ideiando finalizações e reinícios...
Nova casinha
Estou às vésperas de mudar de casa, de vida, de tudo. As emoções são muitas e desencontradas, mas nem dá tempo de escrever muito mais sobre elas.
Estou mudando tudo o que conheço por estabilidade, até aqui.
Quando os homens chegarem para levar parte das coisas, amanhã, parte de mim já vai junto, numa ânsia frenética por organização. Na próxima semana levarão o resto, mais eu e minha cama.
Me sinto expectadora de mim mesma.
sábado, 1 de outubro de 2011
ideiando a vontade de escrever....
Aguas Calientes, Peru - 2000
Ando com muita vontade de escrever novamente, mas os assuntos vem e vão da minha cabeça, são tantos, mas tantos que nenhum exerce seu direito de preferênciaaaaaa..... Acabo travandooooo....
Hoje abri o blog novamente e pasmem....desde julho as configurações do blog foram mudadas, fiquei atrapalhada. Ainda bem que permitiram o retorno às formas antigas, estão testando apenas. Não gostei da nova formulação.
A foto acima reflete a minha vontade de voltar ao "on the road again", ao "pé na estrada", ao "limpar as botas"... Tenho planos sim, mas primeiro preciso terminar o que já iniciei: a maior mudança da minha vida!!!
Mais um pouco de trabalho, aliás, muito trabalho sim, trabalho que une as pontas principais da vida, trabalho físico, emocional e espiritual.
Uma redescobrimento de mim mesma, lindo, intrigante, feliz.
Estou feliz com a volta ao blog, as asas da minha imaginação e as batidas do meu coração vão começar a dançar juntas outra vez.... aos poucos vou contando as novidades... largando as idéias no papel...
Mas por enquanto fico com a foto da paradinha na velha pontezinha de Águas Calientes, final de uma trilha nas montanhas peruanas. Essa foi a primeira vez...e a primeira vez a gente não esquece.... depois já fui mais 3 vezes e ainda quero voltar para aquela magia...
Chega de papo, escreverei mais... em breve...
Ando com muita vontade de escrever novamente, mas os assuntos vem e vão da minha cabeça, são tantos, mas tantos que nenhum exerce seu direito de preferênciaaaaaa..... Acabo travandooooo....
Hoje abri o blog novamente e pasmem....desde julho as configurações do blog foram mudadas, fiquei atrapalhada. Ainda bem que permitiram o retorno às formas antigas, estão testando apenas. Não gostei da nova formulação.
A foto acima reflete a minha vontade de voltar ao "on the road again", ao "pé na estrada", ao "limpar as botas"... Tenho planos sim, mas primeiro preciso terminar o que já iniciei: a maior mudança da minha vida!!!
Mais um pouco de trabalho, aliás, muito trabalho sim, trabalho que une as pontas principais da vida, trabalho físico, emocional e espiritual.
Uma redescobrimento de mim mesma, lindo, intrigante, feliz.
Estou feliz com a volta ao blog, as asas da minha imaginação e as batidas do meu coração vão começar a dançar juntas outra vez.... aos poucos vou contando as novidades... largando as idéias no papel...
Mas por enquanto fico com a foto da paradinha na velha pontezinha de Águas Calientes, final de uma trilha nas montanhas peruanas. Essa foi a primeira vez...e a primeira vez a gente não esquece.... depois já fui mais 3 vezes e ainda quero voltar para aquela magia...
Chega de papo, escreverei mais... em breve...
segunda-feira, 18 de julho de 2011
ideiando momentos...
Av. Borges de Medeiros, exercícios de fotografia noturna, 2008.
Silêncio na noite,
sombras de luz,
contornos...(haiku 2008)
Silêncio na noite,
sombras de luz,
contornos...(haiku 2008)
ideiando os tempos....
Momento introspecção...
Estou plena de lembranças de uma vida rica de experiências. Li em algum lugar o termo "endividada" de lembranças.
Mas é isso mesmo, percebo hoje, no limiar das transformações tão almejadas por mim, o quanto estou impregnada de lembranças, das mais diversas.
Dizem os sábios que ter lembranças felizes é saudável, voltar por vezes ao passado e relembrar é sempre muito bom. No meu caso é motivo de orgulho, cada passo alegre, cada passo terrível, cada passo que dei foi com a força que eu tinha naquele momento, foi com o melhor de mim. Fiz algumas bobagens, fiz muitos acertos, mas fiz muito...
Agora busco forças e coragem para o passo final de uma escalada de reformulações da minha vida... Preciso sim de coragem, de sabedoria, para a esperada eliminação do supérfluo na minha mochila.
Pelo menos vou contemplar um texto que escrevi há muitos anos atrás:
Por entre as nuvens
vou levando minha mochila....
Por entre os sonhos
vou escolhendo o caminho...
Por entre a vida
Vou deixando meu passado....
É isso aí...depois desta dança, nada mais será igual !!!!
Estou plena de lembranças de uma vida rica de experiências. Li em algum lugar o termo "endividada" de lembranças.
Mas é isso mesmo, percebo hoje, no limiar das transformações tão almejadas por mim, o quanto estou impregnada de lembranças, das mais diversas.
Dizem os sábios que ter lembranças felizes é saudável, voltar por vezes ao passado e relembrar é sempre muito bom. No meu caso é motivo de orgulho, cada passo alegre, cada passo terrível, cada passo que dei foi com a força que eu tinha naquele momento, foi com o melhor de mim. Fiz algumas bobagens, fiz muitos acertos, mas fiz muito...
Agora busco forças e coragem para o passo final de uma escalada de reformulações da minha vida... Preciso sim de coragem, de sabedoria, para a esperada eliminação do supérfluo na minha mochila.
Pelo menos vou contemplar um texto que escrevi há muitos anos atrás:
Por entre as nuvens
vou levando minha mochila....
Por entre os sonhos
vou escolhendo o caminho...
Por entre a vida
Vou deixando meu passado....
É isso aí...depois desta dança, nada mais será igual !!!!
terça-feira, 12 de julho de 2011
ideiando mais um pouco...
Buenos Aires, 2008.
Será que podemos dar uma cor à alegria?
Será que tem alguma forma especial de expressar o que se passa pela alma quando conseguimos o que queremos, depois de longos anos?
Jubilo.
Êxtase.
Alegria.
E a minha alegria pode ser vermelha.
Será que podemos dar uma cor à alegria?
Será que tem alguma forma especial de expressar o que se passa pela alma quando conseguimos o que queremos, depois de longos anos?
Jubilo.
Êxtase.
Alegria.
E a minha alegria pode ser vermelha.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
ideiando, apenas ideiando....
Lagoa Mirim, Sta. Vitória do Palmar, 2008
Mentiras são fiapos de pensamento
que não acharam a sua casinha...
Estou do outro lado disso.
(escrito em julho de 2009)
terça-feira, 5 de julho de 2011
ideiando o friooooooo....
Praia de Ipanema, inverno de 2008.
O frio aqui no Rio Grande é daquele tipo de não se encher totalmente a xícara de café, de servir café pela metade, porque ao tomar tudo, o café já esfriou.
Frio de não esquentar.
Frio de doer na pele.
Frio mal educado.
Frio de não esquentar.
Frio de doer na pele.
Frio mal educado.
Tudo bem que o velhinho lá de cima, São Pedro, está caducando....mas esquecer a porta do freezer aberta, até aí já é demais....
Se até os pingüins de um centro de reabilitação de animais recebem calorzinho com um split, gente, o que diremos nós, simples mortais de temperatura controlada sem temperatura controlável...
Hoje botei minhas roupas de frio meeeeesmo, daquelas da Patagônia e do Atacama. Terminou meu estoque de paciência, agora tem que ser pra valer... E aí eu pergunto ante uma perspectiva de viagem próxima: como fazer uma mala pra passar uns dias no calor??? Eu nem sei se existem roupas pra tempo quente.....hehehehehe.....esqueci.......existe tempinho de calor nessa vida????
Sabem, quando eu me meto embaixo das cobertas, tentando me aquecer, lembro invariavelmente dos desabrigados. É uma lembrança incômoda, pois tem tanta gente passando frio e fome e eu ali no quentinho. Mas quem não lembra disso nesses momentos?
Ontem estive num desses centros que dão sopa aos pobres, lá eles recebem doações de tudo, até de latas tipo Nescau ou Ninho, caixas de leite vazias, tudo isso para se transformar num vasilhame portátil para que os pobres carreguem a sopa junto pros lugares onde vivem.
Ou sobrevivem.
Quem quiser colaborar com esse local que dá sopas gratuitamente, entre em contato comigo. Tudo serve pra fazer sopão, que aquece os corpos desse povo desnutrido e desprotegido.
Sem apologias, eles são gente como a gente, sentem frio e fome e nessas épocas fica tudo mais difícil.
E a neve??? Ui ui ui, como é lindaaaaa......A neve é linda de se ver, sim, mas quem não conhece seus predicados práticos, acha tudo maravilhoso (e realmente é). Mas quem já sentiu na pele ter que caminhar na neve, ter neve entrando pelo cangote, escorregar no gelo....esses momentos não deixam lembranças agradáveis... ainda prefiro o meio-termo.
Então aqui vai o meu pedido pra São Pedro: que seus cuidadores tenham pena de nós aqui embaixo, que amenizem um pouco esses zero graus e até menos ou pouco mais, que nos deem vida morna de novo...
Tudo o que eu quero é poder caminhar na rua sem sentir que vou ficar sem a pele do rosto.
Será que preciso rezar uma Ave Maria pra ser atendida?
Quem me ajuda?
E a neve??? Ui ui ui, como é lindaaaaa......A neve é linda de se ver, sim, mas quem não conhece seus predicados práticos, acha tudo maravilhoso (e realmente é). Mas quem já sentiu na pele ter que caminhar na neve, ter neve entrando pelo cangote, escorregar no gelo....esses momentos não deixam lembranças agradáveis... ainda prefiro o meio-termo.
Então aqui vai o meu pedido pra São Pedro: que seus cuidadores tenham pena de nós aqui embaixo, que amenizem um pouco esses zero graus e até menos ou pouco mais, que nos deem vida morna de novo...
Tudo o que eu quero é poder caminhar na rua sem sentir que vou ficar sem a pele do rosto.
Será que preciso rezar uma Ave Maria pra ser atendida?
Quem me ajuda?
domingo, 26 de junho de 2011
Síndrome do ninho vazio...
Há muito tempo atrás....dentro do motorhome....
Nunca se espera sentir a ausência de um filho....eles crescem, tem sua vida própria e vão indo embora aos poucos. E o buraco emocional fica...
Nem sei se me arrependo de não ter tido mais filhos, quem sabe agora eu teria esse sentimento de ausência diluído entre outras presenças... Mas ter filhos nunca foi garantia de ter companhia, podem ir todos embora até do país.
Hoje resolvi escrever justamente o que está me doendo, que é a ausência de uma filha. Essa ausência barulhenta, bagunçada, cheia de planos e silêncios às vezes, mas que está ali, por perto.
Certa vez eu li que é preferível mil vezes ter um quarto por arrumar, com coca-cola dentro dos armários, roupas pelo chão e chicletes nos móveis, do que ter o quarto arrumadinho e perfeito, exatamente como está o quarto dela agora...
E tem mais....ficar sentindo duas ausências poderosas não é mole, a outra ausência ainda está presente, se somando a essa de agora.
Mas a vida é assim, pontuada de idas e vindas, resta ter o equilíbrio de viver nessa gangorra e sair dela também, ao lado de outras companhias...
Sou como bonequinho de chumbo, quando a coisa pende para o tombo, eu levanto imediatamente... e hoje tá frio pra ficar no chão....hehehehe....só falei aqui porque nem tudo são flores nessa vida, às vezes dá vontade de contar as caídas também...
Vou me arrumar, daqui a pouco estarei saindo ao encontro de outras alegrias dessa vida.
E seja o que tiver que ser !!!!
Bom domingo a todos!!!
Nunca se espera sentir a ausência de um filho....eles crescem, tem sua vida própria e vão indo embora aos poucos. E o buraco emocional fica...
Nem sei se me arrependo de não ter tido mais filhos, quem sabe agora eu teria esse sentimento de ausência diluído entre outras presenças... Mas ter filhos nunca foi garantia de ter companhia, podem ir todos embora até do país.
Hoje resolvi escrever justamente o que está me doendo, que é a ausência de uma filha. Essa ausência barulhenta, bagunçada, cheia de planos e silêncios às vezes, mas que está ali, por perto.
Certa vez eu li que é preferível mil vezes ter um quarto por arrumar, com coca-cola dentro dos armários, roupas pelo chão e chicletes nos móveis, do que ter o quarto arrumadinho e perfeito, exatamente como está o quarto dela agora...
E tem mais....ficar sentindo duas ausências poderosas não é mole, a outra ausência ainda está presente, se somando a essa de agora.
Mas a vida é assim, pontuada de idas e vindas, resta ter o equilíbrio de viver nessa gangorra e sair dela também, ao lado de outras companhias...
Sou como bonequinho de chumbo, quando a coisa pende para o tombo, eu levanto imediatamente... e hoje tá frio pra ficar no chão....hehehehe....só falei aqui porque nem tudo são flores nessa vida, às vezes dá vontade de contar as caídas também...
Vou me arrumar, daqui a pouco estarei saindo ao encontro de outras alegrias dessa vida.
E seja o que tiver que ser !!!!
Bom domingo a todos!!!
quinta-feira, 23 de junho de 2011
On the road again...
Vista desde a sala do café da manhã, no hotel em que ficamos, no Leblon.
Rio/junho 2011.
Na bela manhã de domingo, o mar verde esparramava sua única onda nas areias não tão povoadas de gente, afinal aqui é inverno e o pessoal não gosta de menos de 20 graus. Aqui que eu falo é no Leblon, Rio de Janeiro, num pretenso inverno.
Saí de P.Alegre encasacada e debaixo de uma chuvarada digna de inverno, daquelas chuvas que caem de lado e sem cessar. Embarquei num avião lavado pela chuva, com medo da conhecida combinação temporal versus avião...
Mas aqui estou eu, tomando um belo café da manhã nesse belo hotel, escrevendo compulsivamente num guardanapo de boca e com a caneta emprestada pelo Maitre, vendo esse povo alegre através das imensas janelas envidraçadas.
Vim pra cá para viver momentos lindos, lembrar de histórias de vida, do meu passado, usufruir do sabor de amizades duradouras em meio a alegrias familiares.
O Rio continua lindo...
Rio/junho 2011.
Na bela manhã de domingo, o mar verde esparramava sua única onda nas areias não tão povoadas de gente, afinal aqui é inverno e o pessoal não gosta de menos de 20 graus. Aqui que eu falo é no Leblon, Rio de Janeiro, num pretenso inverno.
Saí de P.Alegre encasacada e debaixo de uma chuvarada digna de inverno, daquelas chuvas que caem de lado e sem cessar. Embarquei num avião lavado pela chuva, com medo da conhecida combinação temporal versus avião...
Mas aqui estou eu, tomando um belo café da manhã nesse belo hotel, escrevendo compulsivamente num guardanapo de boca e com a caneta emprestada pelo Maitre, vendo esse povo alegre através das imensas janelas envidraçadas.
Vim pra cá para viver momentos lindos, lembrar de histórias de vida, do meu passado, usufruir do sabor de amizades duradouras em meio a alegrias familiares.
O Rio continua lindo...
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