quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

ideiando a despedida do ano....


Esta foto foi publicada na Zero Hora de hoje, 29/12/2010.
Foi clicada em Ipanema, na festa da Oxum, em 8 de dezembro.

Com ela eu me despeço de todos os amigos que vem passear  nessas páginas, com um abraço e votos de um Ano Novo cheio de felicidades.
Com certeza será o meu ano das realizações, espero que o de todos vocês também seja!!!
Entrem com o pé direito, façam todas as famosas mandingas de suerte, cantem, joguem champagne no mar (como eu....hehehe....), enfim, curtam com alegria esse momento, que a partir daí tudo vai mudar!!!
E pra melhor...
Até o ano que vem....hehehe....

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

ideiando um belo Natal !!!

Foi uma festa de vibe tranquila, num clima de confraternização  e de verdade, principalmente.Foi o Natal que nós merecíamos, depois de um ano como o que passamos, que foi bom, mas duro em emoções. Um ano de descascar...



Alegria, amizade, trocas, boas comidas e boas bebidas, além da oração de agradecimento na voz de cada um...
Presentes, risadas, deboches, perspectivas partilhadas, tudo sem sombras, com a emoção da amizade e da parceria.


O riso cristalino da pequena Duda atravessava o ar nos chamando a atenção para o seu encantamento com as bonecas que recebeu de presente: todas loiras, somente ela mesminha morena...


Foi um Natal à altura do que Jesus pregava, "paz na terra entre os homens de boa vontade".
E o que eu mais queria se realizou: um verdadeiro Natal.
Ou um Natal verdadeiro?

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

ideiando a retrospectiva do ano

Fogos de artifício na praia de Ipanema - dezembro de 2010.

No meio do trânsito, fazendo refeições ou simplesmente caminhando, e sem planejar nada, várias vezes no dia de hoje meus pensamentos passaram em revista o ano que está findando. Ao mesmo tempo em que pipocavam como fogos de artifício alguns flashes com detalhes dessa retrospectiva, chegavam de mansinho as alegrias da certeza de que esse ano foi um dos mais importantes anos da minha vida. Mazáááááááá....

As lições foram complexas e doloridas, mas aprendi a dar valor a mim mesma, não obstante tivesse ao lado poucas pessoas que teimavam em achar o contrário, também aprendi a escutar o meu coração, mesmo que isso parecesse aos demais que eu estava na contramão da vida ...hehehehe... e aprendi a ter coragem, muita coragem, depois de sufocar por muitas vezes esse sentimento em prol do bem estar geral.
Redirecionei minha vida, fiz escolhas ... e estou feliz assim, construindo o futuro como eu quero.

Preciso confessar que alguns desses momentos foram de uma intensidade absurda, deixaram marcas profundas na minha emoção, na saúde e na minha história pessoal, mas ouvindo o coração eu acertei o caminho. Até agora não me arrependi.
Tudo  é mais simples e descomplicado, sem rolo compressor...

Bem... acabei escrevendo esse texto num papel qualquer, sentada numa sala de espera, transbordando de enlevação, para não perder no cotidiano do imediatismo a beleza dos sentimentos que eu estava desfrutando no silêncio da alma...

Na verdade, ao mesmo tempo em que todas essas emoções me atropelam em tempo real, tenho uma bela e maravilhosa sensação de gratidão, profundaaaaaa, amorosaaaaaa, feliz.... mais ou menos como uma emoção de paz e de estar UNA com o Todo.
Me expando, sou imensa, sou tudo.
Acho que isso é felicidade.
Deve ser efeito do eclipse que aconteceu hoje...

domingo, 19 de dezembro de 2010

ideiando o Natal !!!!

CLIQUEM NO CARTÃO !!!!!!
Foto da chaminé da Usina do Gasômetro, festas natalinas de 2008.

domingo, 12 de dezembro de 2010

ideiando as Peniquinhas...

Saimos para jantar e encontrar mais uma vez nossa turma de colégio, as PENIQUINHAS, mas desta vez com todas presentes, o que na realidade não aconteceu, uma faltou!!!

Com e sem maridos...hehehe.... mas com as mães que ainda estão conosco, uma de 86 e outra de 94 primaveras, ambas lúcidas e partícipes do encontro... elas se conheciam dos nossos tempos de crianças....
Foi um auê... essas veias conversaram muito, não se viam há pouco tempo, hehehehe, uns 50 anos mais ou menos...hehehe....tinham assunto pra mais de metro.... eram companheiras de bailes junto com seus maridos pé-de-valsa... festeiras... alegres...


E nós, as 5 garotas do Colégio Farroupilha, as PENIQUINHAS, que cresceram juntas e só se separaram no final do ginásio (outras cursaram magistério juntas ainda), estamos novamente juntas depois de tanto tempo. Depois de uns 50 anos também...

                                       Nesse encontro, desta vez, faltou a Monica.

Porque Peniquinhas? Por que meu pai me deu muitos peniquinhos bem pequeninhos, acho que eram do meu avô colocar em bolos (ele confeitava bolos), peniquinhos do tamanho da unha do dedão, e eu repassei para as amigas-de-fé... Daí surgiu o nome que nos identifica até hoje. Uma de nós ainda tem os peniquinhos, cada um pintado com o nome de cada uma...
E  nem imagino porque do meu peniquinho ser vermelho...hehehe....talvez por ser mais exibido...hehehe....
Mas olhando melhor, não lembramos mais porque  as cores foram escolhidas e nem quem pintou, os indicios são de que eu mesma tenha feito, pois as florzinhas no verso dos peniquinhos é a mesma dos meus desenhos de sempre. Mas voltando às cores: ao meu lado, sempre justa e correta, a Heca... do outro lado, a verdejante e bondosa Moni, mais adiante a prateada Helvia, sempre discreta e com brilho próprio e por último a Lisa, no amarelo-alegria que a caracteriza, sempre de bem com a vida. E eu nem me defini, porque vermelho é a cor das paixões, dos "tudo ou nada", das que põe lenha na fogueira para que todas as polaridades se encontrem....

Algumas amizades de colégio são assim, grudam.... são afinidades que a gente nem explica, mas que marcam e ficam pra sempre.
O Colégio Farroupilha tinha como norma não separar as turmas, que cresciam desde o 1.ano juntas e seguiam juntas até o final. Isso solidificou a amizade de muita gente e é legal rever a maioria dos colegas. Meu irmão tem sua turma, quase toda, ainda unida num almoço ou janta mensal, até hoje!!!
Tivemos vidas muito diferentes, temperamentos que se consolidaram distintos, experiências de vida por vezes totalmente opostas, mas uma coisa igual: filhos!!
Ahahah... esses filhos!!!    A conversa é a mesma de sempre com pequenas variantes, os problemas se parecem... as alegrias são imensas e partilhadas por todas...


Mas voltando a nós: retomamos as conversas mais ou menos do ponto em que elas pararam há meio século....com direito a risadas marotas, a mostrar o vestido de babadinhos, a passar por debaixo da mesa, a fazer a noite dos pijamas, essas coisinhas que pra nós, senhoras de meia-idade...hehehe... mais parecem atestados de senilidade.  Mas rir sempre foi a nossa marca...
Adolescentes senis.... bem que já me chamam de loira senil....coisas de uma penica louca de atar, que é minha companheira mais próxima em quilometragem.
Vai ver que é porque sou a única penica a ter o cabelo crespo.
Coisas de loira de penico vermelho.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

ideiando as homenagens à Mãe Oxum


Ao som dos atabaques e com um por-do-sol de tirar o fôlego,
estivemos junto com o povo que presta homenagem à Oxum, nesse dia 8 de dezembro.



O momento se tornou mágico com o entardecer, os cantos se elevavam, o povo chegava com braçadas de flores, o vento era apenas uma brisa que levava os panos a esvoaçarem, montando quadros instantâneos de muita beleza.



Haviam vários locais preparados para receber os terreiros de Umbanda, uns maiores, outros menores, mas todos com muita fé, alegria, beleza e amorosidade pela Mãe Oxum.



Decorações lindas, muita gente, uma demonstração de respeito e fé.


À parte da festa em si, tinha de tudo, de espetinho de gato a picolé, de cerveja gelada a pipoca.... O trânsito também não dava trégua, bem como os alto-falantes cantavam pontos sem parar.


...hehehehe....o espetinho até que estava com um cheirinho muito bom...



A grande homenageada do dia, Mãe Oxum.



A nossa homenagem a ela.

ideiando um final de tarde


Vamos tomar um chopp à beira do Guaíba??
Foi o que fizemos nessa tarde mormacenta de terça passada...
E viva a liberdade, o tempo e o prazer!!!

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

ideiando mais um Natal...


Estamos todos vendo a profusão de cores e enfeites natalinos nas lojas, na TV, nas ruas... Me assusta essa proximidade, parece que foi ontem que estávamos com o pinheiro armado na sala, cheio de luzinhas pisca-pisca enredadas na árvore, haja paciência para colocar aquilo.....

Mas quando caí em mim de que realmente preciso me mexer com os preparativos, uma amiga já tinha feito os biscoitos natalinos, a outra já tinha armado a árvore... a outra, ainda, me pedia a receita de biscoitos da minha avó ....me senti uma inutilidade ambulante e comecei a ir ao encontro do natal também, que remédio...

Folheando meu caderno de receitas amarelado, lembrei que a modernidade já havia passado por ali e a receita estava arquivada no computador.... comprei os ingredientes e preparei os vidros para receber os biscoitos.

Tudo bem até ali, mas....(eu sou mesmo uma alma perguntadeiraaaaa....) ...
cadê o espírito natalino???
Preciso sentir o cheiro do pão de mel, do pinheiro legítimo queimando com as velas, das músicas suaves como fundo musical em casa....
Ahhhh que tempo lindo esse... Inspirei minha filha e ela também é feliz nessa época, eu sempre quis que ela tivesse a mesma alegria que eu tenho pelas festas natalinas.... E ela adora fazer biscoitos, como eu... decorar a casa e o pinheiro, comer marzipan, ir na Germânia e almoçar lá no dia do Bazar de Natal....


Bem, as forminhas estão prontas para cortar a massa e o material já está em casa... Falta providenciar o espírito natalino....esse eu preciso me esforçar para ter, pois anda tudo muito depressa pro meu gosto.
Vou colher pinhas e cortar galhos do pinheiro, quem sabe o cheirinho ajuda.
E no dia que determinamos para a realização dos biscoitos e ao som de músicas natalinas, o cheiro da fornada nos remeterá a mais um natal, vamos rir bastante enquanto cortamos os ditos cujos, com aquela “enfarinhação” na mesa, na cozinha, no forno, na cara!!!! E depois olhar embevecidas o que fizemos, cansadas mas felizes.
Só tem um problema: não consigo nunca pintar os biscoitos, não dá tempo....todo mundo quer comer assim mesmo, de tão bons que ficam....


Minha avó fazia muitas fornadas em fogão a lenha, colocando os biscoitos nuns latões que ela comprava com banha e, depois de vazios, guardava especialmente para essa ocasião do Natal, tudo muito antigamente e lá no interior onde ela morava.
Guardava os latões cheios de biscoitos nos primeiros degraus da escada do sótão, sótão esse fechadinho por uma porta com tramela, o que para nós crianças era um problema para abrir, a tramela era alta, a gente não alcançava e depois, se alguém esquecesse essa porta aberta, não tinhamos coragem de entrar, pois além da escada ser muito íngreme, tinha uma coisa pior ainda: um manequim desses onde se provavam as roupas, bem no topo da escada, olhando pra baixo!!!
Nós ficávamos apavorados com o tal manequim e não escalávamos a escada de jeito algum. Sob o rígido controle do manequim, os biscoitos aguentavam até o Natal...
Mas um dia, mais crescidos e já pensando como gente grande, conseguimos chegar na tal tramela e abrimos a porta...nos fartamos com os biscoitos... de costas e sem olhar pra cima e pro manequim.
Que legal, manequim não come e não fala, ainda bem...


Doces lembranças, hehehehe...

terça-feira, 23 de novembro de 2010

ideiando meu pai, no dia em que faria 90 anos...


Tenho saudades do meu pai, embora nossa relação sempre tenha sido bastante conflituosa. Um dos únicos abraços de que me lembro foi no dia do meu casamento, na porta da igreja, pois ele não era chegado a carinhos.
Aos 67 anos teve um derrame, que deixou sérias sequelas, ficando por 15 anos quase sem caminhar e depois muito dependente.
Faleceu velhinho, debilitado pela longa doença.
O trecho abaixo, estou transcrevendo a partir das minhas anotações de setembro de 2001, quando fiquei sozinha com ele, no quarto dele, na casa dele, num raro momento de intimidade.
Eu ao seu lado e ele deitado, num silencio profundo cheio de significados.
Tão profundo quanto a distancia que tínhamos entre nossos corações.


“Agora que está velhinho e débil, precisando de ajuda, tenho acesso às suas mãos, macias e enrugadas, uma defeituosa e outra perfeita. Aliso seus dedos bonitos, suas unhas parelhas, enquanto toca “We Are Friends” no radinho de pilha ao lado da cama, em seu quarto. É noite de sábado, chove muito lá fora e estamos sós, pois a mãe foi buscar um remédio novo que o médico receitou, remédio esse que controlará os “pensamentos mágicos”.


São momentos de graça e absurdo, pois estamos vivendo uma dualidade de passado e presente em instantes, ele em dois momentos de vida diferentes, alternando presente e ilusão, e eu avaliando o que foi nossa relação pai-filha, analisando os porquês sem respostas.
O tempo fica como que congelado. Ele está fora do ar e eu também.
Resta apenas o meu suspiro.”

Pai, eu gostaria de te dar um longo abraço hoje, feliz aniversário !!

domingo, 14 de novembro de 2010

ideiando um domingo no parque...

O domingo ideal começou quando me "obrigaram" a levantar cedo... e eu que tinha me programado para dormirrrrrrrrrrrrrr nesse domingo.......ninguém mandou ter amizades madrugadoras...
Cedo da madrugada, quer dizer, lá pelas 9:30 fomos para o parque, que estava assim óóóóóó:

com um céu de brigadeiro, pouca gente devido ao feriado, clima perfeito e super ameno.
Colocamos as câmeras em ponto de trabalho (fotometria não é mole!!) e começamos os testes, disparando para muitos lados e conferindo os resultados.


E como o Brique estava logo ali... começamos a percorrer os antiquários... nossaaaaaa quanta coisa velhaaaaa...  hehehehe.... ainda por cima  descobrimos que somos ricas e não sabíamos..hehehe...., pois temos muitas daquelas quinquilharias em casa, p.ex., um telefone do tipo macaco-preto que custa  280 pilas, canecos de chopp a 60 e tralha mais tralha, caneca, canequinha, bandeja, bandejinha.... Mas o mais incrível... tinha um caneco horroroso, daqueles que tem um rosto na frente, o campeão da breguice, por módicos 560 reais....

E os tipos que passavam por nós?  Bom, nós  somos uns tipos bastante exóticos também, mas tem gente que nos ganha longe... 
E esse exemplar da raça canina, um poodle, que passeava super bem acomodado no peito da sua dona, todo paramentado de óculos, camiseta e meias?  Que tal??


Bem, caminhamos e fotografamos à vontade, conversamos e interagimos com muitos, foi muito bom ter levantado cedo (ai que coisa!!!)...

E de repente, quando já estávamos começando a arrastar os tênis, passou por nós esta belezinha... parei e me obriguei a fotografar o momento,  dada à exclusividade da sua pose, literalmente de pernas para o ar...
Ai que inveja, naquele momento era tudo que a gente queria...


Depois continuamos nosso passeio, vimos índios cantando e dançando, pessoas pintando, crianças com muita alegria nos rostos... Pais dedicados levando seus filhos, donos de banca cuidadosos no oferecimento dos seus produtos, enfim, um universo de diversidades. Almoçamos, encontramos amigos e continuamos com a nossa tarde em meio às flores, músicas e cotoveladas vezenquando. Um belo sorvete coroou nossa tarde.

Enfim,  consagramos as câmeras como fantásticas e perfeitas, estamos muito satisfeitas com os resultados.
Confiram nas fotos.
Viu Edgar?




sábado, 13 de novembro de 2010

ideiando uma nova câmera!!!


Fotografe algumas vezes e veja se gosta.... mas cuidado, isso viciaaaa !!!!
Daí a gente vende o que tem para comprar o que não tem....hehehehe....

Daí quando tem, precisa aprender mais e mais e cada conquista é uma glória... um sucesso.... uma vibe maravilhosa...
Essa foto aí de cima é de uma costela-de-adão ao sol da tarde, numa quase macro...


Explorando flores, texturas, cores, luzes e sombras, o Universo se torna imenso de alegria pela novidade e imerso nele estão seus produtos vivos de beleza inimagináveis. Aqui acima uma flor branca da qualidade dos Antúrios.

Uma macro ou um zoom nos transportam para mundos que não vemos normalmente e é aí que reside o encanto....ver o quase invisível, ver a beleza dos detalhes, ver o que quase nunca se vê !!!

Amanhã tem mais...

domingo, 7 de novembro de 2010

ideiando mais uma multa...

Foto capturada da internet, não sei a autoria.


Sei que sou uma motorista consciente e dirijo há mais de 40 anos sem acidentes. Sou cordial com outros motoristas, não xingo, dou espaço, não estaciono em lugar proibido, procuro não infringir leis, enfim, sempre fui de bem no trânsito. Sou uma pé-de-chumbo que cuida das leis e faz questão de que as leis sejam seguidas por todos. Podem olhar meu prontuário.

Entretanto, o que me incomoda, e muito, são as multas que tenho recebido por “excesso de velocidade”, um ridículo excesso de 1 ou 2 km/hora.... Confesso que sou rapidinha, mas passar 1 ou 2 km do permitido, em pistas que se você andar na velocidade permitida os outros carros passam por cima, pistas rápidas e super movimentadas.... é, no mínimo, uma multa espúria, como diria o Paulo Sant’Anna.

A última multa que recebi foi porque eu estava a 68 km/hora, na Padre Cacique, quando eu poderia estar apenas com 67 km/hora no máximo, oras..., está escrito na multa que eles consideraram a velocidade de 61 km!!!!! E o que me deixa mais furiosa é que o radar móvel estava estacionado quase escondido, atrás de um caminhãozinho que foi deixado ao lado da pista há séculos, ele está largado ali há tanto tempo que chega a ter capim embaixo dele...

Pra que esconder o radar ???
Por que o radar móvel não se preocupa com aqueles que realmente correm, com aquelas motos que se atravessam na frente dos carros ou que raspam nos retrovisores só para ganhar a frente? Que nos cortam perigosamente, aparecendo não-sei-de-onde nas nossas laterais, cortando inclusive pela direita???? E pior...ainda acham que tem razão!!!!

Por que os controladores de tráfego não estão nas ruas em maior número, vendo o que os motoristas vêem diariamente, como um caminhão de flores, que estaciona exatamente na esquina de uma rua lateral, atrapalhando a visão de quem quer entrar numa movimentada avenida...todos os dias? Ou por que não vêem que tem carros que param exatamente numa curva, apenas para buscar pão “ligeirinho” ?? Ou esses carros que atrapalham o trânsito de tão velhos? Ou as carroças que trancam o fluxo, deixando atrás de si uma fila enorme de motoristas irritados?  
E se poderia continuar a desfilar exemplos de motoristas que deveriam freqüentar os bancos das escolas do Detran e aprender novamente sobre educação e principalmente sobre as leis.

De que adianta a mídia reclamar do trânsito assassino, se o motorista que transita diàriamente não está bem educado?
De nada resolve multar os que passam com 1 km a mais do permitido, esse fato só serve para encher os bolsos dos órgãos que recolhem o dinheiro das multas. Bom, né?
E pior, vão receber mais um dinheirinho ainda, se eu tiver a minha carteira cassada por excesso de velocidade.

Injustiça.  Não que eu esteja certa no meu ridículo excesso de velocidade, mas o que me deixa louca é a injustiça perante as incoerências do tráfego versus controle por parte das autoridades.

Vou s’imbora pra Pasárgada, quem sabe lá, se eu for rainha, não tenhamos mais essas injustiças.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

ideiando uma vidinha nova!!!



Dias atrás postei sobre a morte, a ausência, hoje posto sobre nascimento, a alegria da chegada!!!  Os opostos que norteiam as nossas vidas!!!
Assim como choramos lágrimas de saudade por amores que partem, sentimos emoções profundas pela chegada de mais um companheirinho a trilhar por esses caminhos de Gaia...


Nasceu Davi, neto de uma amiga-de-sempre.
Davi lutou bravamente para nascer, trabalho de parto super longo, que acabou em cesárea... Cansaço de todos envolvidos, imaginem os pais, que esperavam um parto o mais natural possível, assistidos por uma amada Doula.


Mas a vida, essa Senhora Sabe-Tudo, resolveu que ele viria quase no dia do Shamain, já mostrando a  força de vontade leonina/escorpiana do menininho que estava chegando.


Estavam quase todos no hospital, nervosamente aguardando que Davi saisse do seu ambiente gostoso e aconchegante, mas o trabalho de parto não desenvolvia bem.  Eram 22:00 horas, no mais ou menos, quando finalmente resolveram buscá-lo.....e então nasceu o mais novo guerreirinho, futuro participante do Projeto Jaguar, bem cabeludo e valente, anunciando com seu chorinho, aos 4 cantos desse mundo, a sua chegada...
Perfeito, cansado, inquieto ainda pelo esforço, ficou ali quentinho na caminha, atrás do vidro divisor,  pra que todos os nossos corações pudessem vê-lo e dar graças à natureza por mais um belo ser, uma super-produção!!!


Festa nos corações, festa dos elementos, festa nessa vida, festa no céu...
Mais uma vez o milagre se repete, desta vez bem pertinho de mim e também dentro da minha alma de mãe e avó.
Alegria e júbilo!!!
Venceu a vida.

sábado, 30 de outubro de 2010

ideiando a saudade, 4 anos depois!!!

Festa na Sociedade Germânia, outubro 1983.

Éramos bons amigos, além da vida que dividíamos. Nos unimos por muito, muito amor, o companheirismo e a cumplicidade eram fortes no nosso relacionamento, a gente se entendia pelo olho... Brigamos muito também, depois de 30 e muitos anos acabamos nos separando, mas sempre nos gostamos muito.... éramos caminhantes desta trilha de vida, que haviam escolhido caminhar juntos... dois líderes que se espetavam, mas que se amavam...

Foram muitos e muitos anos felizes, o que me dá hoje a sensação de que 4 anos de ausência são um instante, foi ontem, ante-ontem, semana passada apenas...

Minha vida mudou completamente em um piscar de olhos, o que era não era mais, a maneira como eu sabia viver tinha desmoronado, nada mais era do mesmo jeito. Me senti perdida na vida, meu maior amigo nessa existência não estava mais ao meu lado ou, pelo menos, perto de mim...a proteção que eu sentia existir tinha partido, o chefe da manutenção aqui de casa tinha ido embora sem avisar.....quem agora iria me ajudar a entender tanta coisa que eu não entendia, com quem eu iria brigar, com quem eu iria partilhar as novidades, com quem eu ficaria depois de fechar a porta da casa, pra quem eu iria mostrar as minhas fotos, meus estudos, meus sonhos???
Tive que aprender a viver de uma maneira que eu não sabia como era, desde os meus 20 anos... Tive que aprender a escutar o silêncio dentro de casa e a ver nossa obra doméstica inacabada.

Hoje completam-se 4  anos da sua partida. Analisando o que aconteceu nesse tempo todo, percebo que  aprendi muito, reguei todo o nosso espaço com as minhas lágrimas, até hoje estou acertando o que ele deixou involuntáriamente para trás, tentando ajustar corretamente os problemas que permeavam a sua e a minha paciência.

Mas ainda e novamente, ao lembrar do acontecido e marcar mais um ano nesse lapso de tempo em que estamos por aqui, a emoção da sua lembrança enche o meu coração, dando a certeza de que na vida, se a gente tem mesmo um grande amor, o depois é depois, é apenas um grande depois.

Finalizando, hoje os meus planos são múltiplos, estou com os olhos voltados para o futuro, meus objetivos estão perto, mas a presença da impermanência está comigo e o coração ficou lá trás.
Tudo pode mudar de um instante pro outro.
Não somos daqui, somos de lá.
Essa marca ficou.









quarta-feira, 27 de outubro de 2010

ideiando chip

Foto obtida com baixa velocidade e luz, através de uma espiral de caderno/ilane 2007

Pois é, meu celular estragou de novo, simplesmente não liga. Aliás, nunca mais compro essa droga de marca, já tive televisor novo dessa marca, que a assistência técnica não deu jeito e eu perdi.

Sai de casa voando para ir ao shopping comprar um novo aparelho, não posso ficar sem (ai que neura!!!) e quando quis entrar dei de cara com um baita guarda, que meneando a cabeça tirou a minha intenção de continuar voando: o shopping só abria as 11 horas!!!  SACOOOO.....
Bem, voltei pro carro no estacionamento e foi lá, sentadinha aguardando que o baita guarda me deixasse entrar para trocar o meu chip por um modelito menos sofisticado e mais competente, que escrevi essas linhas.
Epa.... falei meu chip ???
É mesmo, acho que sou movida a chip, pois a atrapalhação que foi ficar sem celular me deixou perplexa comigo mesma... PAREI TUDO!!!
E senti que não posso ficar sem me ligar no mundo!!!
Assuntos os mais diversos ficam à mercê dessa bostica de aparelho, pois ainda não aprendi telepatia nem sinal de fumaça.


Certa vez uma amiga me deu um conselho eficaz, mas não prático: “desliga”!!!
Sim, desliga teu chip...
Mas não consigo....hehehehe....não posso desligar a vida que pulsa lá fora, eu dependo emocionalmente dele pelo jeito, portanto sou movida a chip sim.


Mas sentada no carro, aguardando a abertura do shopping, vejo o céu azul e o rio tão calmo, a vida parece ter outro ritmo, o tempo passa mais devagar...
A inquietação é interna, a vida transpassa célere pelos sentidos, se eu ficasse sentada dentro do carro por mais tempo, esse mesmo tempo iria custar a passar.
Mas....sempre um mas.... se eu conseguisse entrar naquele shopping, nem sei se teria tempo de almoçar.
Opostos pressurizados.
Precisei me dar um tempo.
Tempo dos tempos.
Consolo: estou trabalhando no meu private chip, mas para melhorar essa minha relação com o tempo.


Os funcionários que chegavam para seus trabalhos passavam aos lotes pela frente do meu carro, o shopping já estava aberto e o baita guarda deveria me deixar entrar.
Interrompi meus devaneios chipados e resolvi acompanhar as hordas, afinal acho que sou normal.
Sem tempo e com pressa.


domingo, 24 de outubro de 2010

ideiando elocubrações dominicais

Trabalho fotográfico com luz em baixa velocidade, depois editado -  ilane/2006

Estava eu falando com uma amiga, quando ela me contou que está em um estágio de vida muito morno, nem grandes alegrias, nem grandes tristezas. Tudo chega e tudo vai embora sem movimentar as fibras do seu coração.....
E ficamos discorrendo sobre os porquês desses momentos, sobre as épocas já vividas, sobre a vida em si, sobre os motivos que levam a isso, mas não chegamos à conclusão alguma.
Mas depois que nos separamos, pensei comigo..... a conclusão é óbvia: falta um projeto de vida para se apaixonar. Aliás, tem um autor por aí que fala que para curar tristezas existe um remedinho: “um amante”.... heheheheh... ele se refere a apaixonar-se por alguma causa, algum projeto, por um sonho ou qualquer idéia nova que faça feliz!!!

Nós, as mulheres de idade incerta e não sabida, aquelas que viajam através da menopausa e catalogam a vida em antes, depois e agora....todas concordam que depois de ter os filhos formados, estar aposentada ou não, ter adquirido tudo o que queria, ter um carro e o conforto pelo qual batalhou a vida inteira, chegar na maturidade sem um projeto de vida...é complicado. Falta, então, o objetivo pelo qual viver, falta acordar pela manhã com o frisson do que vem pela frente, com a alegria do novo e do surpreendente. Ventos de novidades a colorir as vidas.
Poxa, pensei, deixa eu ver isso mais de perto...e imediatamente comecei a falar com as mulheres da minha teia de vida, a perguntar num sentido geral. Acabei percebendo que todas tem sonhos, uns maiores outros nem tanto, mas com certeza descolei que quem tem projeto de vida com sonhos lindos, é mais feliz. Para as outras resta um dia-a-dia morno, sem graça e sem metas, naquele “vai-levando-pra-ver-no-que-dá”.
Minha conclusão pessoal me leva a acreditar que o sonho nos embriaga de alegria, nos leva para um mundo com objetivos mais definidos, falando bem claro, nos dá um sentido pelo qual lutar. Entretanto, muitas vezes nos dá, também, a fuga da realidade, o que na verdade nos impulsiona pros sonhos...

E os meus sonhos pessoais? Acho que não tenho tempo para ficar em estágios mornos, meus sonhos me consomem muito tempo e energia, minhas metas são a curtíssimo prazo, com realizações plenas e muito minhas. Caio sim, muitas vezes, mas levanto novamente de tão teimosa que sou....

Sim, o céu é aqui e agora, nem antes e nem depois, é agora sim. Esta é a época mais linda para as realizações. Já criamos os filhos, os maridos nos dão espaço com ou sem a sua presença, os amantes, digo, os projetos tem seu espaço amplo e completo nas nossas vidas.
Pra que esperar mais?
Meninas, tirem seus sonhos das gavetas, está na hora de mostrarmos ao mundo do que somos capazes...
Capazes até de sermos nós mesmas.











domingo, 17 de outubro de 2010

ideiando sonhos...


E o ciclo da vida continua...



Enquanto os acordes da música clássica enchem e preenchem todos os meus poros e o ambiente onde me encontro, me parece que as notas musicais pulam na grade da pauta deixando a clave de sol enlouquecida pela magnitude do momento.
Através do vidro observo a vida “lá fora” em constante transformação, vejo a natureza seguindo seu ritual natural, com as formigas levando as folhas cortadas aos seus ninhos, pelando os caules novos que brotam pela primavera, os besouros buscando adoçar suas vidinhas se alimentando nas flores, os galhos crescendo em curvas harmoniosas e ângulos exclusivos, num desenho de beleza ímpar, o vento vigoroso se mostrando pra lá de ativo...
Minhas velhas amigas, árvores centenárias com quem tenho o privilégio de dividir espaços, balançam seus galhos como se acenassem concordando com as idéias que mal posso coordenar e ordenar, tamanha profusão de sentimentos a me permear...
Nesse ínterim os sonhos vão se tornando cada vez mais nítidos e peculiares. A visão do futuro é prazeirosa, o trabalho está sendo altamente gratificante, as dúvidas vão ficando pra trás.
A pressa é musicada aos compassos, a vida aguarda, a natureza espera, a realização se faz presente, de momento, nos sonhos.


A música volta a me inspirar, a dar mais um pouco de corda nessa caixinha de surpresas e alma perguntadeira.
Tudo é muito pouco e o pouco selecionado sempre é tudo.

Os pássaros cantam lá fora e eu canto aqui dentro do meu coração.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

ideiando o silêncio, novamente...

                                                      ATACAMA, norte do Chile, outubro 2009.

Silêncio.
Eu silencio.
Pra escutar o barulho do silêncio.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

ideiando a natureza de todos nós...

Há alguns dias atrás eu li uma carta de uma avó para sua neta, com algumas recomendações de vida. A simplicidade dessa avó me impactou e dentre as frases do texto, duas se destacaram:
...acredite no olfato e desconfie da visão. É o seu nariz quem diz a verdade, principalmente quando o assunto é paixão ...
Poxa, fiquei  pensando aqui com os meus botões, amigos de confidências e emoções, finalmente alguém escreve o que pra mim é natural... e pra tantos é ainda um trânsito pelo desconhecido...
Normalmente quase ninguém pára para sentir os cheiros..... Não é para pensar não, é para sentir... sentir.... sentir....sim....esse sentido anda meio esquecido....tem sido motivo de músicas, de poesias, inspirando muita coisa, mas não de prática cotidiana...
Sentir os cheiros dos lugares, das manhãs, das noites e madrugadas, das pessoas, dos cangotes, das águas dos rios, dos ventos, de um perfume especial... até cheiro de acontecimentos, cheiros que nos transportam para o infinito onde moram as lembranças que nos visitam quando acionadas por esse sentido....
Os cheiros são um presente da natureza e, se estivermos em estado de observação, perceberemos e saberemos o rumo a tomar, ou gostamos ou odiamos o momento.
Entretanto, nem sempre damos ao consciente a oportunidade da escolha... a pressa e o rápido julgamento barram o verdadeiro sentir.
Precisamos resgatar a velha sabedoria interna, prestando atenção nisso, mantendo o estado de estar em observação permanente, no aqui e agora...

Seguindo em sua carta, a avó sábia dizia:
....é preciso coragem para ser feliz. Seja valente. Siga sempre seu coração. Para onde ele for, seu sangue, suas veias e seus olhos também irão.
Sentir... desta vez com o coração, sentir a verdade a respeito de tudo o que se passa, isso é um aprendizado longo e muito difícil, embora não pareça.
Transitar entre a lógica e os compromissos dessa vida, dar a chance pra alma se realizar e ser feliz com as bobagens que se escolher, seja andar de bicicleta, sentar num bar desconhecido, comer aquela besteira, andar de mãos dadas, sair de casa a esmo, dar o fora em quem não merece, deixar de trabalhar naquele lugar, fazer o bem ao próximo, distribuir sorrisos a toa, falar com quem precisa ouvir, enfim, sentindo com o coração não vamos errar NUNCA nas decisões ...
O que a internet propaga sem parar, através de frases feitas e pps. com músicas que vão ao coração.....é aquela mesma simplicidade que as sábias avós já nos ensinavam com doçura...
É chegada a hora de aprender a sentir a verdade verdadeirissima, aquela verdade que só nós podemos sentir nos nossos assuntos de alma.
A verdade de estar feliz e em paz, com as escolhas certas, numa estrada que leva ao céu...

sábado, 25 de setembro de 2010

ideiando a partilha da expressão


Eu estava sentada na sala de espera de um conhecido hospital, lendo tranquilamente e aguardando a minha vez de ser chamada, decidindo se tomava ou não um cafezinho cheiroso que estava bem ao meu lado...


Pulei fora dos meus costumeiros pensamentos diversos ao perceber a aproximação de uma Senhora, que estava retornando da sala de exames um pouco cambaleante e até meio sonolenta. Seu marido estava sentado quase ao meu lado, lendo jornal e muito concentrado nas notícias.
Quando a Senhora chegou até ele, chegou alegre com o resultado que obtivera dos seus exames e entusiasmada tentou contar para seu marido o que o médico havia dito. Tentou falar da sua experiência e da satisfação de ter tido um resultado bom.


E eu ali, obrigada a escutar e participar silenciosamente, mesmo sem ter nada a ver com o assunto, fui esquentando e na verdade acabei ficando indignada ao ver a maneira dele reagir, a sua apatia, o seu desamor.
Ele, o Senhor Marido, lendo jornal estava e lendo jornal continuou... Ela falando do sucesso do seu exame, querendo a sua participação, e ele apenas balbuciando um lacônico e esparso “aham... aham...” sem desgrudar o olho das manchetes.
Ela falava pro vazio, pro nada, me pareceu uma mulher que depois de anos de obediência e carinho, ainda não havia conseguido conquistar o olhar do marido sobre seus assuntos. Falava em busca de parceria nas emoções vividas, falava em busca de apoio, falava contando o que não chegava ao coração dele.
Nem um olhar dele pra ela.
Nada. O jornal era mais interessante.
Me deu uma peninhaaa......um aperto na alma...que vida essa...

Claro que o fato em si me rendeu “pano pra mangas”, rapidamente tive que pegar a caneta e rabiscar minha indignação no verso da própria requisição de exames, pensamentos vinham aos borbotões, atrolhando as emoções atrapalhadas como folhas velhas em dia de ventania....
A meu ver, uma das principais atividades da vida é a comunicação. Comunicação que se faz de muitas maneiras, olho no olho, em gestos, em palavras, em livros, numa piscadinha, apontando o dedo, meneando a cabeça, enfim, pra mim a comunicação é a partilha da expressão. É a chave de tudo.

Tá certo que casais há muito tempo casados nem sempre tem na comunicação o seu forte, entretanto dói ver uma pessoa dependendo emocionalmente de outra que nem lhe dá bola. Que nem olha. Talvez nem escute.
É a indiferença instalada, com todas as ligações possíveis, planta baixa com entupimento nas tubulações e corrosão na confiança.

Acordei das observações com a chamada do meu nome e entrei para fazer meus exames, mas não sem antes dar uma olhadinha no casal que se retirava.
Ela na frente com um passo incerto, ele atrás, largando o jornal meio de má vontade.

Vidas que  cruzam silenciosamente com a minha, deixando um grande ensinamento.
Ensinamento de como não se faz, de como não se vive.
Assim é que se morre em vida.

domingo, 19 de setembro de 2010

ideiando a velha sábia...

Estou longe de casa, mas dando um valor imenso ao que me restou em termos de lar e família. Estou mesmo é revendo a minha vida em slow motion.
Bom, porque as limpezas estão sendo processadas, a dor brota e seca, o azul do céu fica mais claro e o entendimento se amplia. Vão-se as ingratidões e ficam as  alegrias verdadeiras, o que é muuuito melhor.
E de patas pra cima, com bastante frio e muito silêncio, leio um livro que eu queria ler há muito,  e que na pressa peguei assim....porque era fininho... porque já li outro dela....intitulado A CIRANDA DAS SÁBIAS, da Clarissa P. Estés, (ser jovem enquanto velha e velha enquanto jovem) e logo no início deparei com um parágrafo fantástico:

...o que é mais provável é que no portal do paraíso queiram saber com que intensidade escolhemos viver e não por quantas "ninharias de grande importância" nos deixamos dominar.

Bingo!!!  

Tocando o céu e fechando espaços, deixo um abraço a todos.

PS - Hoje não tem foto, estou sem o meu note. 

terça-feira, 7 de setembro de 2010

ideiando a sograaaaaa...



Ser sogra é engraçado!!!
É um estado de espírito, juro...
Quando o genro a apresenta aos amigos,
Os olhares param nela assim óóóó...
Examinam inteira pra ver que bicho é
E só depois é que sorriem...

Tá, mas sorriem porque?
Por que ele está com a sogra junto?
Por que a sogra é a vela?
Porque não se carrega a sogra junto?

Mas é isso aí... sogra é sogra...
O estigma existe e não adianta se dar bem...

Sogra que anda pouco... é chata
Sogra que anda muito... tem pilha
Sogra que não paga a conta... é mala
Sogra que não paga nada é...deitada
Sogra que caminha atrás... tem que cuidar para não perder
Sogra que caminha na frente...atrapalha o passo
Sogra que cansa rápido...é...é...o que?
É sogra, ora...

E não adianta levar pras estradas escuras pra ver se perde o diabo da sogra!!!!

ideiando a saudade, ainda!

Punta Del Diablo - Uruguay - 2008

 
 Às vezes o vazio torna-se insuportável,
Com lacunas de luz por todos os lados.
                 Como viver feliz sem que tudo esteja pleno?

                                        Amor, felicidade, parceria
                            Risos e tantas lembranças
                Juntos, sempre juntos

                                   Te procuro
                       nas dobras do infinito, onde não estás
                                  Te procuro
                       No azul do céu, que é transparente
                                  Te procuro
                      Nos horizontes sem fim
                                  Te procuro
                      No ar que respiro

                                            Um novo caminho a trilhar
                                    Uma nova maneira de viver
                              Preciso achar
                         Pra te esquecer



sábado, 4 de setembro de 2010

ideiando a chuva...

Chove.
A alma fica molhada.
Molhadas permanecem as intenções.
Tempo de pausa.
Recolhimento.
Aconchego.



quinta-feira, 2 de setembro de 2010

ideiando mais um haiku


Ventos de primavera
na tarde de inverno
tudo é vivo...
(haiku)

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

ideiando uma pausa forçada...


Estou com o motor em marcha lenta, quase parando.

Está entupido, sem gás, dorminhoco, pesado e com poucas perspectivas de andar de imediato..... nem de carona.
O Alegrete ficou na imaginação, os compromissos foram postos de lado, a alegria ficou verde e os lençóis me receberam com a maciez necessária. Nada me chama.
Descanso merecido.
As turbulências tem sido de colocar avião em rota de colisão, ora com ventos fracos, ora com Katrinas.
Os planos, que sempre são muitos, todos estão em standby...
Quanta coisa pra preparar, pra decidir, pra optar...
Pra ver, pra viver...

Atchim...cof...cof...
Pause...
Sim, teclei pause.
Inté.